DOENÇAS DA BATATEIRA

(Solanum tuberosum L.)  

Autores: BARRETO, M & SCALOPPI, E.A.G.

 ENROLAMENTO DA FOLHA DA BATATEIRA - “Potato leafroll virus’ – PLRV

Historicamente, o PLRV sempre foi o vírus mais freqüentemente associado à rejeição de campos destinados à certificação de batata-semente nos principais estados produtores do país. No Estado de São Paulo, batateirais plantados com batata-semente importada (“de-caixa”) e conduzidos sob rígido controle fitossanitário podem terminar o ciclo com mais de 20% de infecção. Incidências acima de 20% inviabilizam a utilização da produção como batata-semente, devendo ser destinada ao consumo. Na infecção que ocorre durante a estação corrente (“primária”), as perdas ficam em torno de 10%, mas na infecção resultante da perpetuação do vírus pela batata-semente (“secundária”), reduções superiores a 50%.

Sintomas

Infecção primária, decorrentes da inoculação do PLRV pelo inseto vetor na planta durante o ciclo, e sintomas de infecção secundária decorrentes da perpetuação do PLRV no plantio subseqüente através do uso de batata-semente infectada no primeiro plantio.

Parada de crescimento, empinamento das folhas e enrolamento para cima das margens dos folíolos das folhas baixeiras. Estas podem ainda apresentar amarelecimento entre as nervuras e arroxeamento, ou pontuações necróticas pardas ao longo das margens.. As folhas do ponteiro ficam enroladas e os pecíolos apresentam tendência de crescimento vertical, apresentando ângulo fechado em relação à haste.

Na infecção secundaria observa-se: a) crescimento mais ereto, com pecíolos mantendo angulo mais fechado em relação à haste; b) menor desenvolvimento das ramas; c) amarelecimento internerval nas folhas baixeiras e enrolamento dos folíolos para cima, que tornam-se mais espessos e adquirem aspecto coriáceo; d) enrolamento ou arroxeamento das margens dos folíolos ou necrose na forma de pontuações pardas;  e) crescimento vertical de folhas apicais novas, que apresentam coloração amarelo-pálida; f) redução em tamanho dos tubérculos que tendem a ser formados precocemente e mais próximos à haste (estolões curtos).

Etiologia

PLRV não é transmitido mecanicamente. Myzus persicae (Sulz) é o vetor mais eficiente. Macrosiphum euphorbiae (Thomas) e Aulacorthum solani (Kaltenbach) também podem transmiti-lo. A relação vírus-vetor é do tipo persistente, não havendo multiplicação do vírus no vetor.

Um vírus relacionado com o PLRV é o vírus do topo amarelo do tomateiro (“Tomato Yellow Top Virus” - TYTV). A infecção da batateira por TYTV, no entanto, é rara e os sintomas experimentais são consistentemente mais fracos e pouco evidentes comparados aos ocasionados por isolados de PLRV.

As principais fontes deste vírus na natureza são plantas “soqueiras” ou “voluntárias”, remanescentes de plantios anteriores e solanáceas cultivadas (como tomateiro e pimentão) ou não (como joá, jurubeba, etc.).

MOSAICO “Y” DA BATATEIRA – “Potato virus Y” - PVY

Entre os vírus causadores de mosaico em nossos batateirais, o PVY é o mais comumente detectado.

Sintomas

Anéis ou pontuações necróticas nas folhas e mosaico nas folhas apicais. A maioria das estirpes do PVY causa mosaico pouco evidente em tomateiro e pimentão.

Etiologia

A transmissão de PVY  pode ser feita mecanicamente, por enxertia e por afídeos. Na natureza, a transmissão ocorre principalmente por afídeos. Existem diferentes espécies de afídeos eficientes na transmissão do PVY. A espécie M. persicae é a mais importante vetora, mas há também evidências de outras espécies de afídeos e Liriomyza.

Há evidências de plantas solanáceas, amarantáceas, quenopodiáceas, compostas e leguminosas hospedeiras de PVY. Em plantios, no entanto, as principais fontes de virus são as próprias plantas de batateira (soqueiras e plantações vizinhas em finais de ciclo).

VÍRUS X DA BATATEIRA - “Potato virus X” - PVX

O problema da presença de PVX é a violenta reação de sinergismo com PVY ou outros Potyvirus, denominada  “mosaico rugoso”.

Sintomas

A doença caracteriza-se por sintomas muito leves de mosaico nas folhas, geralmente irreconhecíveis no campo.

Etiologia

PVX é de fácil transmissão por contato entre folhas (vento, animal), pelo toque mecânico de plantas (tratos culturais irrigação), de tubérculos (classificadeiras, corte de batata-semente, plantadeiras), e brotos (praticamente qualquer manipulação do tubérculo brotado ou na movimentação dentro de caixas ou plantadeiras).

Embora a própria batata-semente infectada seja a principal fonte de vírus na natureza, há também diversas solanáceas silvestres como Solanum lycocarpum. S. mammosum e S. robustum hospedeiras do PVX. Também solanáceas cultivadas podem ser contaminadas com o PVX, como tomateiro e fumo.

OUTRAS VIROSES

Necrose do Topo da Batateira - “Tomato spotted wilt virus” (TSWV)

Vírus S da Batateira - “Potato vírus S” (PVS)

Este vírus é também considerado de menor expressão no Brasil e em outros Países.

MEDIDAS GERAIS DE CONTROLE DAS VIROSES DA BATATEIRA

O controle de viroses na cultura da batateira baseia-se na integração de medidas voltadas à redução da velocidade da degenerescência da batata-semente, permitindo ao produtor manter seu próprio lote de alta sanidade por maior número de gerações.

Assim como em outros países produtores e exportadores de batata-semente, também no Brasil há normas oficiais divulgadas pelo Ministério da Agricultura para a produção de batata-semente, sendo estabelecidos limites de tolerância para as viroses mais comuns

São recomendados os seguintes procedimentos para a produção e manutenção de batata-semente: 1) escolha de local isolado de outras plantas de batateira ou solanáceas que sirvam de reservatório de vírus; 2) escolha de variedades com bom nível de resistência, conforme recomendações de ensaios nacionais; 3) uso de batata-semente com alto nível de sanidade; 4) plantio em época mais adequada para multiplicação do lote em função de menor população de afídeos (regiões de altitude e época de janeiro a abril); 5) erradicação (“roguing”) de plantas sintomáticas (viroses ou outras anomalias; 6) controle de afídeos com aplicação de inseticidas; 7) proteção física e química da batata-semente recém-colhida até o plantio seguinte contra a visita e estabelecimento de afídeos.

Com relação ao controle químico de insetos, recomenda-se tratamento com inseticidas granulados de ação sistêmica e registrados colocados no sulco durante o plantio, seguido de pulverizações regulares desde a emergência até o final do ciclo com inseticidas, recomendados no controle do afídeo Myzus persicae.

MURCHA BACTERIANA - Ralstonia solanacearum

A murcha bacteriana é uma das principais doenças da cultura da batateira no Brasil e em várias regiões produtoras do mundo. É conhecida também como “murchadeira”, “água-quente’ e “dormideira”. Além de possuir o potencial de destruir todo um plantio, sua ocorrência em uma única planta em campos de produção de batata-semente é suficiente para condenar a certificação do campo. A dificuldade de controle dessa doença é responsável pelo contínuo deslocamento da cultura para áreas livres do patógeno.

Sintomas

O sintoma mais típico é o murchamento dos folíolos que, no inicio do desenvolvimento da doença, ainda recuperam a turgescência nas horas mais frescas do dia. Os sintomas podem aparecer em qualquer estádio de desenvolvimento da cultura, inicialmente nas folhas superiores da planta, sendo comum ocorrer em apenas uma das hastes. Plantas atacadas morrem rapidamente. Em condições desfavoráveis a doença, plantas infectadas podem ter desenvolvimento retardado, com ausência dos sintomas típicos, que é conhecida como infecção latente.

Os vasos lenhosos apresentam cor escura (parda) e, quando pressionados, exsudam pus bacteriano. Cortando-se um tubérculo doente ao meio é possível observar o escurecimento do anel vascular e a exsudação. Esta também pode ocorrer através dos olhos do tubérculo, provocando a aderência de terra. Tubérculos doentes, quando colhidos, apodrecem rapidamente durante o armazenamento. O diagnóstico da doença também pode ser feito mediante o exame de pedaços da haste da região do colo da planta suspensos em um copo de água limpa por 1 a 4 minutos, quando observa-se a saída da exsudação bacteriana dos vasos na forma de filete. Plantas em início de infecção podem não exsudar com facilidade.

Etiologia

Ralstonia solanacearum  raça 1 afeta solanáceas em geral e a raça 3 é considerada específica da batateira.

A bactéria é nativa de muitos solos virgens do Brasil e pode ser introduzida através da batata-semente. Sobrevive na rizosfera de hospedeiros silvestres ou cultivados, pois é patogênica a mais de 200 espécies de plantas distribuídas em mais de 33 famílias. A doença desenvolve-se em quase todos os tipos de solo, normalmente em reboleiras, especialmente nos mal drenados.

Alta umidade relativa favorece a sobrevivência e infectividade da bactéria e o desenvolvimento da doença. A infecção ocorre principalmente pelo sistema radicular, através de aberturas naturais ou ferimentos causados por tratos culturais, pragas e nematóides.

Controle

O controle da murcha bacteriana é extremamente difícil, pois a bactéria possui uma ampla gama de hospedeiros e capacidade de sobrevivência no solo. As medidas de controle adotadas devem ser diferentes em plantios destinados para batata-semente e para consumo. As rigorosas exigências técnicas para produção de batata-semente justificam a adoção de práticas muitas vezes consideradas caras.

A maioria das medidas de controle é preventiva e tem por objetivo impedir ou retardar o aparecimento do patógeno na cultura. Recomendam-se: 1) escolha de terreno que não tenha histórico de murcha bacteriana e bem drenado, que não receba águia de superfície proveniente de canais de drenagem e rodovias e não se localize próximo a residências ou locais de descarga de lixo. O plantio em solos virgens pode não garantir a ausência da doença, uma vez que a bactéria é capaz de atacar um grande número de plantas, inclusive silvestres, como picão-preto (Bidens pilosa), beldroega (Portulaca oleracea), maria-pretinha (Solanum nigrum), joá-bravo (Solanum sisymbriifolium), entre outras; 2) rotação de cultura, por 3 ciclos ou mais, principalmente com gramíneas como arroz, cana-de-açúcar, milho, pastagens e sorgo. Durante estes cultivos, realizar o controle de plantas daninhas para diminuir as possibilidades de sobrevivência da bactéria; 3) uso de batata-semente sadia; 4) cuidados para evitar danos mecânicos (ferimentos) durante os tratos culturais, principalmente por ocasião da amontoa; 5) arranquio e eliminação de plantas infectadas; 6) controle da água de irrigação, que deve estar livre da bactéria. Para isso, não se deve usar água captada em locais que recebam enxurrada de outras áreas com plantio de batateira ou solanáceas.

Não são conhecidas variedades resistentes. O controle químico não é utilizado para esta bactéria. Fumigação do solo com produtos químicos tem pouca aceitação devido ao alto custo e baixo nível de controle. Tratamento do solo com 5 l/m2 de solução de cobre a 5% é recomendado para os locais onde plantas com murchadeira foram erradicadas.

PODRIDÃO-MOLE - Erwinia carotovora subsp. carotovora

Esta doença bacteriana é um dos principais problemas que ocorrem durante o armazenamento dos tubérculos, decorrente de ferimentos causados durante a colheita e transporte. A pequena resistência ao armazenamento obriga o produtor à venda imediata da produção, impedindo-o de negociar melhores preços. A doença tem distribuição generalizada, afetando outras culturas. O armazenamento em ambientes quentes e úmidos favorece a doença.

Sintomas

Tubérculos podem ser afetados pela bactéria no solo, na colheita ou no armazenamento. A infecção ocorre através dos estolões, lenticelas e ferimentos causados por insetos ou outros patógenos de solo. A bactéria causa uma podridão­ mole e encharcada de cor creme e apresenta cor escura na periferia da área atingida, que se desprende facilmente do tecido sadio.

O encharcamento do tecido seguido de podridão-mole ocorre pela destruição da lamela média que une as células, causando a perda de água. Na desintegração dos tecidos ocorre a exsudação de um líquido fétido e podem ocorrer infecções secundárias causadas por outros microrganismos. A deterioração é rápida, ocorrendo em poucos dias, e a bactéria facilmente infecta outros tubérculos. Tubérculos afetados e destinados a batata-semente normalmente apodrecem antes de dar origem a uma nova planta. Quando os tubérculos são expostos a condições de baixa umidade, as lesões apresentam­se secas e corticosas.

Etiologia

Erwinia carotovora subsp. carotovora é favorecida por temperaturas entre 25 e 300C , com alta umidade relativa. A bactéria pode sobreviver saprofiticamente no solo e têm um grande número de hospedeiros, principalmente hortaliças e frutas.

Controle

Rotação de cultura com gramíneas reduz o inóculo da bactéria no solo. Deve-se também usar material propagativo sadio e plantá-lo em camalhões para evitar umidade excessiva, o que também dispensa a amontoa e diminui os riscos de danos aos tubérculos durante a colheita. O controle de insetos do solo é necessário para reduzir lesões nos tubérculos. Cuidados durante a colheita e armazenamento são fundamentais para o controle da doença, devendo-se colher os tubérculos somente quando estiverem fisiologicamente maduros e protegê-los da radiação solar excessiva, que pode causar queimaduras que servem de ponto de entrada para a bactéria. Os tubérculos devem ser resfriados a 100C e mantidos a baixas temperaturas ( 1,6 a 4,50C ) com ventilação adequada para prevenir a ocorrência de filme de água e acúmulo de CO2. Não devem ser lavados antes do armazenamento, mas se este for o caso, usar água tratada com cloro e seca-los bem apos a lavagem. Ao retirar os tubérculos de batata-semente da câmara fria para o plantio, deixar por alguns dias na ante-sala (10- 150C ) para depois levá-los ao campo.

CANELA PRETA e TALO-OCO - Erwinia carotovora subsp. carotovora

Canela preta é um problema grave à cultura quando há períodos muito favoráveis à sua ocorrência.

Sintomas

Os sintomas podem ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, variando de acordo com as condições de umidade, idade e local atacado da planta. Ramos afetados apresentam enegrecimento do colo, que normalmente está associado à deterioração do tubérculo-mãe. O tecido vascular fica descolorido e as plantas podem murchar nas horas mais quentes do dia. Quando a infecção ocorre logo após a emergência dos ramos, há diminuição do estande. Em infecções mais tardias, as folhas apresentam inicialmente enrolamento, evoluindo para amarelecimento e murcha. A casca fica destruída e a medula da haste apresenta podridão-mole. A lesão atinge grande extensão, sendo nítida a separação entre tecido sadio e doente. No final, os vasos ficam descoloridos, de cor parda. Sintomas tardios de canela preta recebem o nome de talo-oco.

A umidade define também a intensidade da infecção, pois sob condições secas a lesão fica restrita ao colo da planta, mantendo a coloração escurecida. Sob alta umidade, a podridão da haste evolui e a planta assume aparência ereta, ocorrendo murcha e morte da planta sem haver enrolamento e amarelecimento das folhas. Plantas que não morrem têm sua produção comprometida.

Etiologia

A canela preta e a podridão-mole dos tubérculos têm o mesmo agente causal: Erwinia carotovora subsp. carotovora.

Controle

O controle da doença é feito através de medidas que evitem as condições de alta umidade relativa no campo e permita um melhor arejamento da cultura, corno espaçamento adequado e cuidado com adubações excessivas. A rotação de cultura com gramíneas contribui para a diminuição do inóculo da bactéria no solo.

Como o tubérculo-mãe pode servir de inóculo inicial do patógeno, o uso de batata-semente sadia ajuda a prevenir a doença.

SARNA COMUM - Streptomyces scabies

Essa doença está presente em todas as áreas produtoras do mundo e causa depreciação do produto para o comércio, pois afeta seu aspecto externo, embora os tubérculos possam ser consumidos normalmente. A bactéria tem grande capacidade de sobrevivência saprofítica no solo e pode atacar também beterraba, cenoura, nabo, rabanete, repolho e salsa.

Sintomas

Sintomas podem ocorrer nas raízes, tubérculos, estolões e caule em contato com o solo, mas é nos tubérculos que ocorrem os sintomas mais importantes. A infecção do tubérculo pode iniciar-se através de ferimentos ou lenticelas. Inicialmente, verifica-se uma pequena elevação da cutícula que ao intensificar-se torna a superfície áspera e suberificada. As lesões têm de 5 a 10 mm e podem unir-se, possuindo coloração que varia de pardo-clara a escura. As lesões têm uma superfície irregular, podendo estar ligeiramente mais elevada que o tecido sadio, sintoma conhecido como sarna superficial, reticulada ou deprimida, que origina os sintomas da sarna profunda. Essas lesões contêm tecido suberificado e estruturas do patógeno. Nas raízes, caules e estolões, as lesões são semelhantes às apresentadas nos tubérculos. A parte aérea da planta não apresenta nenhum sintoma.

Etiologia

Streptomyces scabies é uma bactéria actinomiceto que possui esporos em forma de barril. Seu crescimento dá-se em temperaturas entre 5- 400C , sendo o ótimo entre 25 e 300C . Pode viver saprofiticamente no solo e em outras plantas hospedeiras. Seus propágulos podem ser disseminados por diversos agentes (água, vento, insetos, tubérculos) e têm a particularidade de sobreviver ao trato intestinal de herbívoros, o que faz do esterco mal curtido uma fonte de inóculo.

O patógeno desenvolve-se favoravelmente em solos com pH neutro ou ligeiramente alcalino. Não ocorre em solos com pH abaixo de 5,0. A baixa umidade do solo, principalmente próximo da fase de tuberização e desenvolvimento dos tubérculos, aumenta a infecção.

Controle

Para prevenir o aparecimento da sarna, várias medidas podem ser adotadas: rotação de culturas, preferencialmente com gramíneas; uso de sementes certificadas, com baixa porcentagem de tubérculos infectados; adubação nitrogenada na forma de sulfato de amônio, que promove a redução do pH no solo; plantio em solos com pH ao redor de 5; manutenção da umidade do solo elevada nos períodos de formação do tubérculo; redução ao máximo das oscilações de umidade do solo.

REQUEIMA - Phytophthora infestans

Vide tomate

PINTA PRETA ou MANCHA DE ALTERNARIA - Alternaria solani

Vide tomate

RIZOCTONIOSE - Thanatephorus cucumeris (Rhizoctonia solani)

Este patógeno ocorre com relativa freqüência em batateira. Está presente em todas as regiões produtoras do mundo, principalmente em solos muito cultivados e onde a rotação de culturas não é praticada.

SARNA PRATEADA - Helminthosporium solani

Está presente em todas as regiões produtoras de batata do mundo e é uma doença que afeta principalmente os tubérculos, sendo pouco comum em nossas condições mas bastante freqüente em batata-semente importada.

SARNA PULVERULENTA - Spongospora subterranea

A doença desenvolve-se melhor em climas frios e úmidos, mas tem sido constatada em praticamente todas as regiões produtoras de batata do mundo. No Brasil, a sarna pulverulenta é considerada doença rara, sendo detectada pela primeira vez em 1988, no município de Vargem Grande do Sul-SP. Em 1992 foi constatada na principal região produtora de batata de inverno do Estado de São Paulo, causando grandes prejuízos. Embora a produtividade não seja afetada, a doença causa mancha e feridas na casca da batateira, depreciando seu valor comercial.

PODRIDÃO SECA E MURCHA DE FUSARIUM Fusarium spp.

As doenças causadas pelas diferentes espécies de Fusarium ocorrem nas principais regiões produtoras de batata do mundo, sendo as mais importantes a podridão seca e a murcha de Fusarium. A murcha também é conhecida no Brasil por “olho-preto”. As perdas ocasionadas pela doença são principalmente a redução na produtividade, descarte de tubérculos na seleção e perda da qualidade dos tubérculos devido à presença de manchas.

OUTRAS DOENÇAS

Podridão de Sclerotinia - Sclerotinia sclerotiorum

Vide tomate

Podridão de Sclerotium - Sclerotium rolfsii

Vide tomate

FONTE

SOUZA DIAS, J.A.C.; IAMAUTI, M.T.. Doenças da batateira. In: KIMATI, H. et al. Manual de Fitopatologia. Doenças das plantas cultivadas. V. 2, São Paulo, Agronômica Ceres, 2005. p. 119 - 142